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Renata de Carvalho Ribeiro Fraga
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Dados
Biográficos:
Renata de Carvalho Ribeiro Fraga nasceu no município de Domingos Martins, no Estado do Espirito Santo, em 29/09/1981, residindo atualmente em Vitoria. Estudou no Centro Educacional de Valparaíso, na Serra. Ingressou na Faculdade CESV, Centro de Ensino Superior de Vitória, no curso de Letras/Português, ainda incompleto. Aperfeiçoa-se em cursos de inglês, espanhol, atualização da língua portuguesa e técnicas de redação. Participa de vários movimentos culturais como o 'Varal de poesias', anual, do Vagão Estação Primeira de Manguinhos, o projeto "Parque Poesia", uma parceria entre a AJEL e a Prefeitura Municipal de Vitória, que reuniu as escolas nos parques, promovendo um intercâmbio de poesia entre os alunos e os jovens acadêmicos. Ocupa a cadeira n.06. da Academia Jovem espírito-santense de Letras, AJEL, cujo patrono é Carlos Fernando Monteiro Lindemberg.
Obras:
Participação na Antologia Jovens Escritores Capixabas, da AJEL - 2002 - organizada e editada por Leonardo Monjardim.
Participação no V Varal de Poesias, com o poema "Ao poeta” declamado pela própria autora. Este projeto é uma realização do Vagão Espaço Arte, idealizado pelo poeta Italo Campos, em 1998, que funciona anexo ao Restaurante Estação 1ª de Manguinhos, Av. Atapoã, esquina com Rua Piraquira, s.n. na Praia Ponta dos Fachos, no Balneário de Manguinhos, no município da Serra, no Estado do Espírito Santo. Telefax (27) 3243-2687, e-mail estacao_primeira@terra.com.br.
FONTES: Antologia Jovens Escritores Capixabas - 2002
Artes & Letras Capixabas - Graça Neves - edição português/inglês - ARTGRAF - Gráfica e Editora Ltda. 2003
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Poesias
LOUCO DE MIM
Fecha os olhos e eu te guio
Serei teus pés
O teu corpo, teu desafio
Não penso em nada
E sou brisa, vento, ventania
O que eu queria
É ser e não estar
Por dentre outros loucos
O louco de mim.
Seduzir-te-ei, a melindrar-te,
E na pele a ferida no inverso não cicatriza.
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DOIS CORAÇÕES
Do vente nasce o palpitar
De um novo coração.
Todo o corpo se habita
Com um novo corpo,
No silêncio de um
A inquietação do outro
Dentro de um só corpo
Dois corações...
Da fragilidade do corpo
Se descobre a força da alma.
A força de ser mais forte,
Mais forte do que a dor,
Do que a dor que fere,
Do que a dor que ensina.
Dentro de um só corpo
Dois corações ...
Do ventre
O abraço mais envolventee,
O amor na sua mais pura,
Tão pura, forma.
Um só corpo, dois corações...
Mãe e Filho.
Dentro de um só corpo
Dois corações...
Mãe e Filho.
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AO POETA
Era manhã de neblina
O sol nasceu no horizonte
E ainda que eu não pudesse ver,
Senti sua presença.
As margaridas coloridas
E as rosas vermelhas
Desabrocharam inocentemente
Apegadas pelas minhas mãos.
Sou poeta de palavras tão minhas.
Meus versos exprimem meus gestos.
Não uso as palavras para dizer o que sinto,
Porque o que sinto é muito mais do que
palavras.
Fora da janela, a neblina manchava
A paisagem feita falso inverno.
Ah, mas dentro de mim...
Dentro de mim se fez primavera.
Um anjo ao meu lado
E uma carta de um poeta...
Rimas, versos, estrofes, palavras.
Eram muito mais que palavras.
Agarrei-me a cada letra.
Por menor que ela fosse.
Dentro de mim meu mundo
Pareceu, por um segundo, tão maior do que
eu.
A felicidade transbordou pelos meus olhos.
Rolou pelo meu rosto
E caiu, com sabor de Vida,
Em meus lábios de filha.
Sou poeta e brinco com as palavras,
Mas hoje, as palavras de um poeta
Fizeram-me aprendiz.
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