P o e t a s
   
 
Guilherme Gontijo Flores

Dados Biográficos:

Guilherme Gontijo Flores nasceu em Brasília, capital federal do Brasil, em 1984. É poeta, cursa Letras-Português na Universidade Federal do Espírito Santo e é membro do Sarau Literário O Quinze. Ocupa a cadeira n. 29 da Academia Jovem Espírito-santense de Letras - AJEL, cujo patrono é Almir dos S. Gonçalves.


Obras:

Participação na Antologia Jovens Escritores Capixabas - 2002, da AJEL, organizada e editada por Leonardo Monjardim.

Participação na Coletânea "Instantâneo: poesia e prosa: fermento literário/ Secretaria de Estado da Cultura do Espirito Santo, Núcleo de Estudos e Pesquisas da Literatura do Espírito Santo, Vitória, 2005

FONTE:Antologia Jovens Escritores Capixabas - 2002

Poesias

A TI

Entre brigas fazemos paz:
E o dia a dia se desfaz
Em choros e risos do tempo,
Estás aqui, no desalento;

Estarás na borda do cais
Na partida de teu rapaz,
Porque sorrir em passo lento
A proteger o teu rebento.

És mãe, és a única, e amor:
Tens talento de castrador;
Sabedoria de decano;

A única que me abre a porta,
Vivemos nossa vida torta,
Por isso digo: "Eu amo você".
 
MEDO

Eu tenho medo;
Medo da morte;
Medo da arte;
Medo que dê merda
(Medarte sem sorte),
Metade muito cedo;
Metade muito tarde
Tarde pra arte
E cedo pro medo;
E nem me falem da morte!
(coisas da idade...)
Coisas que eu percebo
Esperando um infarte.
 
POEMA

Uma média viagem, viagem qualquer,
a ousar trilhar mapas já feitos há tempos
viagem a correr as mais largas veredas
as matas já desvirgens,o mar meio aberto;
a viagem, viagem, viagem, viagem,
que possa construircastelos junto à areia,
para então destruí-los, construí-los todos;
uma média coragem, coragem medíocre
do sábio que não quer nada além do normal;
ousar ousar ousar ousar ousar ousar
ousar o infinismundo: aquém do limite;
a coragem do puro e simples pé no chão,
sem abismo que apare a queda esperada.
 
POEMA II

Um coroa
sem reino
nem rainha
nu
ma
ru a de passagem

não age
quem roa
a sua
coroa
de espinhos

não rege
rejeita a
cadeira
em seus
balanços

reage
ou não
enfim
o reino está na cara de quem usa a coroa.
 
POEMA III

A Maria olha
Maria no espelho
alheia dos males
do mar
ria na esperança
de fal(h)ar com o mundo
(imundo)
e com um só fal(h)o Maria se (en)torna
(joão)
 
POEMA IV

Se sambas com
ou
sem
balanço

me lanço
no laço
do teu baço torto

corta a nota
átona
do teu pé
e verás (com
ou
sem
fé)
o café no teu dedo, absorto
verás que só eu canto errado
no canto, só eu danço torto.
 
 
       
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