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Elizeu Santos Oliveira
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Dados
Biográficos:
Elizeu Santos Oliveira nasceu em Santa Luzia de Carangola, no Estado de Minas Gerais, em 10/03/1915, filho de Manoel de Oliveira e Dalila Santos Oliveira.
Contava apenas dois meses quando seus pais mudaram-se para Alegre, no Estado do Espírito Santo, onde estudou e se criou. Concluído os estudos, começou a lecionar no Ginásio onde estudou. Mais tarde mudou-se para Cachoeiro do Itapemirim, onde viveu até 09/03/1976, sendo nomedo como professor de Matemática para o Liceu, do qual foi um dos diretores. Formou-se em Direito pela Faculdade do Espírito Santo, em Vitória. Desde moço colaborava na imprensa, com poesias, crônicas, contos e artigos políticos, tendo contos premiados e publicados na revista "Singra", que circulava como suplemento de grandes jornais. Embora tenha ecrito muitos sonetos, (de cunho parnasiano) que abandonou pelo conto, poucos publicou, ficando referido como "poeta bissexto". Artista plástico, deixou inúmeras telas. Pertenceu à Associação Espírito-santense de Imprensa e à Academia Cachoeirense de Letras, ocupando a cadeira n. 12, cujo patrono é o poeta Belisário Vieira da Cunha.
Obras:
Participou da Coletânea "Poetas Cachoirenses", de Evandro Moreira.
FONTE: Poetas Cachoeirenses, de Evandro Moreira.
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Poesias
CONTROVÉRSIA
Muitas vezes o azar me traz a sorte,
chamo às vezes de grande o pequenino.
Às vezes chamo sul quando ele é Norte,
às vezes, distraído, eu me previno.
Chamo às vezes de fraca a coisa forte;
chamo às vezes sossego ao desatino;
às vezes chamo vida quando é morte
e às vezes chamo azar quando é destino.
Penso, às vezes, que a treva é que alumina;
já troquei o prazer pela agonia,
às vezes canto sem querer cantar.
Às vezes troco a noite pelo dia,
às vezes rio sem ter alegria,
e às vezes choro sem querer chorar.
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CABELOS BRANCOS -à minha mãe
Cabelos brancos são troféus da vida,
coroando as agruras que ela tem:
espumas sobre a areia embranquecida,
quando as ondas do tempo vão e vem...
São símbolos de paz que a alma dorida
vai recolhendo aqui, alí, além,
através da existência já vivida
e dos anos que vão ficando aquém...
Que importa a mocidade, a estância linda?
Esqueça da velhice a dor profunda,
esqueça do passado os solavancos.
Deixe à margem da estrada que se finda
as amarguras que refletem ainda
no esplendor desses seus cabelos brancos.
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SOLIDÃO
Suplico ardente a vida,
suspiro a dor da saudade,
me sustento do passado,
sepultando a cada dia o presente.
Como louco bebi o sumo da uva,
sangrei todos os poros,
surdo,não vivi teu som,
em suplícios, morri.
Tateando caminho escuro
tentando purificar sonhos,
com a máscara da dor,
sinto o amargor da derrota.
Telespectador da minha própria ruína,
próspera decepção,
herói da solidão,
marco da tristeza.
Em marcha impoluta
tento erguer dos escombros,
uma vida de esperanças,
semente fértil pra crescer
saudável...
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