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Alaides de Oliveira Santos
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Dados
Biográficos:
Alaides de Oliveira Santos nasceu em Itapina, no município de Colatina, no Estado do Espírito Santo, filha de Alvino Antonio de Oliveira, lavrador e pescador, e Augustinha Nunes da Conceição, costureira e dona de casa. Fez o 2º grau completo com o adicional em Comunicação. Professora e Educadora de 1º grau, com especialidade em ensino religioso. Reside em Cobilândia, no município de Vila Velha. Despertou sua consciência política em grupos de mulheres da região e nas CEB/S da Pastoral de Nossa Senhora Aparecida, onde foi Agente de Pastoral. Fez opção de trabalho pela criança e adolescente carente. É integrante da Pastoral do Menor da Arquidiocese de Vitória. Representa a Pastoral no Conselho Municipal dos Direitos e Defesa da Criança e Adolescente em Vila Velha.
Obras:
"Pedacinho de Vida" - poesias - com prefácio de Graça Andreattas - Vila Velha, 1995.
FONTE: Pedacinhos de vida, 1995.
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Poesias
MATERNIDADE
Do ventre,
A graça e a ternura.
Do seio,
O mel que alimenta.
Do olhar,
A espera...
Do coração,
A promessa...
Da vida,
preocupações.
Do sonho,
Saudades!...
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PEDACINHOS DE VIDA
De pranto e de canto
Da vinda e da ida
Um grito emerge
do fundo da "vida".
Compondo a história
de palavras vividas
filmada no tempo
expressada na "vida"
A experiência deixada
anima o presente
Refresca as dores
que passeiam na mente.
Pedacinho de "vida"
espalhado no chão
gravada na mente
e no coração.
Sorriso tranqüilo
No olhar um adeus
Relíquias deixadas
para os filhos teus.
Na história da gente
a lida se faz
firmando o presente
anunciando a paz.
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PRIMAVERA
Salpicam as cores
brincam as flores
de tanta emoção.
Se enfeitam do cheiro
do gosto e do desejo
da farta estação
Canção...
Promessas...
Certeza da ressurreição.
As cores se juntam
em grandes condões...
cor de rosas...
Azul claro,
amarelo
e vermelho.
As borboletas
pintam canções...
trançam nos ares
versos soltos
para animar
os corações...
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SE EU PUDESSE
Se eu pudesse
Pegar a canção
Na minha mão
Pra eu sonhar...
Com o violão
Na noite de luar...
Ouvindo o som
da passarada
Na revoada
para se abrigar...
Em outro pomar,
Canta a cigarra
Bem estridente
Anunciando pra gente
Que é hora de repousar...
Versos soltos
vou rimando...
vou somando
vou arriscando.
Nas plumas do manancial
Sugando aromas
Da noite cigana
Nas cordas do violão
Pra descansar!
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PRAINHA DE VILA VELHA
No barco que chega
no outro que vai,
na brisa um sorriso,
brilhantes que caem.
O barco que chega,
cheinho de gente,
suspiros salpicam
nas águas correntes.
Terra gostosa,
sorriso de mel
moluscos de bronze,
leveza do céu.
Tendões de ouro fino,
nas noites que caem
Olhar bem ativo
dos coqueirais saem
Presença divina,
espalhada no céu,
no verde, no azul,
centelhas de véu!
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PENSAMENTOS
O dia que estiveres triste
Conversa
com o dia
com a noite...
Confabula
com as estrelas...
Sinta e sacia da grandeza
que explode
em cada uma
dessas irmãs natureza!
Te fartarás de paz
e plantarás mais amor!
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VAI VEM O TREM
Lá vai o trem...
apita apressado
todo lotado
correndo se vai...
Carrega consigo
uma biblioteca ilustrada
para os seus leitores
se entreter na estrada.
Vai o trenzinho,
tão longe, tão pertinho...
aqui perto, no além...
Apita oscilante...
saudades confusas
de mil lembranças!...
balbuciam promessas,
acenam nos ares
os lencinhos brancos,
Se perdem de vista
num olhar de encantos...
Lá vai o trenzinho,
Tão longe e tão pertinho...
colhendo as mensagens
fragmentadas
da história do povo
que buscam em terras distantes
um mundo novo.
Vai o trenzinho...
Vai o trenzinho...
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BARCO DE PAPEL
Desliza na água corrente
flutua do nascente ao poente
o mundo do corrossel!!!
Leva as curvas da vida
os morros e as descidas
no barquinho de papel!!!
Vai girando, vai ligeiro...
levando esperanças
bem braseiras
pela rota de neve do céu,
sugando lembranças
embebidas de paz!
Serenata doce de mel
que salpica um sorriso,
na brisa fria do rio
do barquinho de papel!
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CHOVE
A natureza
está em festa...
chão molhado
todo fofinho
Cai a garoa!...
O homem dá graças...
pega a enxada,
começa a plantar!
Aguarda ansioso
a colheita chegar.
As árvores dançam...
e fazem proesas...
ecoam perfumes.
Tecem promessas
pra estação durar...
Saltitando, vão os grilos,
pelos campos a cantar...
Com muita leveza,
dançam nos ares
as borboletas;
formando colares de sutil beleza!
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