| |
P
o e t a s |
|
| |
|
| |
 |
Ailsa Alves Santos
|
Dados
Biográficos:
Ailsa Alves Santos nasceu no município de Rio Novo do Sul, no Estado do Espírito Santo, em 24/06/1908. Professora, trovadora e poeta. Publicou vários de seus poemas em jornais da época. Escreveu textos para teatro infantil e comemorações escolares. Patrona da cadeira n. 15 da Academia Feminina Espírito-santense de Letras - AFESL. Faleceu em Vitória, em 12/06/1970.
Acrescentamos aqui algumas informações sobre o município de Rio Novo do Sul, terra natal de Ailsa Alves do Sul. O município de Rio Novo do Sul apresenta potencial para o agroturismo, mas carece de infra-estrutura e investimentos para viabilizar o desenvolvimento da atividade na região. O setor agropecuário é que sustenta a economia local, sendo predominante o cultivo do café, banana, citrus e a criação de gado de leite. Possui um número significante de famílias rurais envolvidas com a indústria artesanal caseira, produzindo compotas, geléias, doces cristalizados, biscoitos, licores, entre outros. A exploração do mármore e do granito é uma atividade importante, embora ainda pouco desenvolvida no município. Área: 205 Km2. Localização: Sul do Estado. Distância da Capital: 105 km. Relevo: Fortemente ondulado e montanhoso. Clima: Tropical Úmido.
Obras:
Não deixou nenhum livro publicado.
FONTE: Antologia de escritoras capixabas, de Francisco Aurélio Ribeiro.1998
Antologia O Trovismo Capixaba - Clério José Borges - Editora Codcoe - RJ - 1989/1990
|
Poesias
OLHANDO O CAIS
A noite se debruça sobre o mar
e fica olhando o cais.
Tudo é silêncio. Cessa o burburinho
dos remos, dos navios, dos doqueiros.
Nenhum ruído mais.
Nas águas, um caminho luminoso
se alonga pelo mar...
No céu, sorri a lua com meiguice,
e no espelho do oceano, sua imagem,
vaidosa vai mirar...
Nesse instante de calma e de mistério,
fugiu meu pensamento:
veste-se de luz, cobre-se de orvalho
e nos jardins do espaço, extasiado,
percorre o firmamento.
Cansado, afinal, volta vagaroso
dentro da noite fria...
Amarrotando um trapo de ilusão,
fechei a luz, fazendo adormecer
a louca fantasia.
|
|
| |
TROVA
Todo o povo capixaba
a Maria vai louvar,
lá no Convento da Penha
onde se ergue o seu altar.
|
|
| |
DENTRO DA NOITE
A minh'alma está hoje diferente,
como a noite que envolve toda a terra:
escura, séria, silenciosa e fria.
A terra dorme o sono de granito
nesta noite de chuva e nostalgia.
Eu não posso dormir e olho-a de longe:
-uma pequena mancha negra e feia,
pregada na parede do INFINITO!
|
|
| |
SAUDADE!
Quem te poderá descever, ó sublime companheira
da humanidade?
Qual garoa fina que vai pintando de branco
os montes verdes, assim a saudade,
descendo os degraus misteriosos do crepúsculo,
vai pincelando de tristeza
o regaço de nossa alma pensativa.
|
|
| |
|
|
|